Maratona no Everest by Cinni
Namastê
Esporte ou Insanidade Mental.
A primeira vez que soube que existia a Maratona do Everste fiquei eufórico, pois reuniria viagem a pais distante, montanhismo e endurance.
O que eu não sabia é que não se pode chamar de corrida.
Ao invés de corrida, devia ser: quem chegar primeiro, pois é impossível correr morro acima de 3500.
É algo insano, é sobrevivência!
Tinha considerado como obstáculos a aclimatação e maratona em trilha.
Mas vamos colocar mais coisas: 3 semanas dormindo em barraca; 3 semanas sem banho; 3 semanas com roupa suja ou lavada nas coxas com sabão de coco em água gelada (congelando articulação); bolhas que vem e que vão, gripes, diarréias…. e 3 semanas de insolação (tinha gringo com ferida no rosto!!!).
Como o governo nepalês vê no trek uma grande fonte de renda, hoje já existe pousadas na maioria dos locais onde antes era somente acampamento.
A organização da prova permite que se não quiser ficar em barraca pode pagar por conta a pousada (Logde). Cerca de 30 % sucumbiram as noites em barraca e foram para as pousadas. Eu não, eu quis ser autentico. Mesmo sabendo que isso poderia comprometer a maratona, achei que deveria fazer o pacote completo! Considerei dormir em cama como se fosse um dopping. Então suporte dormir em barraca com até menos 35 graus fora, camadinha de gelo interno (por causa da umidade) e ventos que dava medo tremulavam as “paredes”.
Dos 80 ocidentais escritos, 09 não vieram, 1 baixou por diarréia, 3 baixaram por não se aclimatarem, 1 não teve autorização da equipe médica
A m’axima: “só em estar largando é uma vitória nunca foi tão verdadeira”.
Tirando duas ou três exceções, estava todo mundo um farrapo na hora da largada.
É impossível treinar para isso!
Um escocês que vai fazer pela oitava vez e quem tem a melhor marca em maratona de Londres para 2:32′; tem a melhor marca aqui para 5:32! É um tipo de prova que tem tantas variáveis que fica impossível calcular. Antes da prova já havia notado que um cara rápido em pista não é nada aqui, já um cara rude pode se dar muito bem. Fazer pequenos trotes era inviável, pois o que tenho ‘e que me recuperar do trek que fiz por 5 – 6 horas morro acima.
Na largada chegaram os 22 sherpas que participariam
Eu não sei por que colocam eles como se fossem iguais a nós.
Não são!
Eles tem o ‘indice pulmão/resto do corpo maior que nós, têm mais vascularização pulmonar, tem o hematócrito mais alto, têm o volume corrente respiratório mais alto e têm o set respiratório (índice CO2/O2 que faz o reflexo respiratório) diferente do nosso. Destas diferenças, em 3 semanas de aclimatação só consigo melhorar o volume corrente e o set respiratório, mesmo assim não dá nem para chegar perto!!!!
Largada a 5200m de altitude
Largada as 6:30 a menos 28 graus, sim, menos 28 graus.
Com 40 % de oxigênio em comparação ao nível do mar
Onde ninguém caminha há uma maratona!!!
Por mais paradoxo que possa parecer, respirar este ar queima, e como queima.
Tinha a sensação de que o tórax não expandia o que eu gostaria que expandisse.
Eram 88 sendo 22 sherpas (4 mulheres) e 66 ocidentais (26 mulheres).
Os sherpas disparam de cara, e eu fiquei no pelotão da frente dos normais. ‘Éramos uns cinco, correndo em fila na trilha
No km 10… nos perdemos. Devemos ter perdido entre 5 e 7 minutos tentando nos achar
Ao voltar a trilha havia 3 a nossa frente e a primeira era uma mulher.
Juntamos o 2 e o 3 e fomos juntos.
No km 15, o pelotão ficou em 3 novamente. E nos perdemos novamente.
Não foi grande coisa, mas a mulher abriu mais!!!
Não havia plano. Durante todo o tempo eu corria nas descidas e caminhei na subida. Assim como todo mundo fez, exceto os sherpas, que não sei porque insistem em chamá-los de humanos!
No km 22 iniciava uma grande descida. Estávamos a 4000m metros e desceríamos a 3.200. Eu optei em me poupar (pois depois viria uma grande subida até 3900)
A esta altura vi que meu tempo alvo (menos de 6 horas) seria muito difícil (essa foi mais uma das desculpas para querer me poupar mais, o verdadeiro motivo é que eu não conseguia respirar). Assim, os dois abriram de mim e eu fiquei isolado em 4 lugar.
Para surpresa minha depois de tanta contração excêntrica do quadríceps, antes do final da descida já não tinha mais pernas. E ainda há os que digam que morro abaixo ‘e mais fácil!
Quando começou a subida foi um lamento só.
No final da subida, por volta dos 3850, dois dos que tinham ficado para trás me alcançaram.
Apesar de estarmos caminhando, eles caminhavam mais rápido… Tinham uma amplitude de passada que nem cogitei reagir
Apesar de caminhar, minha freqüência cardíaca ficava em 162min, exatamente o mesmo de quando corria na descida.
(lembro que em altitude a FC nao sobe muito em altitudes, e a estas horas fazia uns 5 graus positivo)
Depois destas ultrapassagens, fiquei em quinto masculino e sexto geral, mas com esperança de pegar o quinto
No km 32, estava 1 minuto atrás do quarto e junto com o quinto.
Vale interromper o texto para dizer que o quarto lugar neste trecho era um tipo nada esportivo e que corria com o agasalho amarrado na cintura.
Neste ponto iniciava um trecho irregular, de subidas e descidas em trilha de pedra. Uma beleza para o tornozelo.
Tive cãibra na panturrilha somente uma vez, quando desviava de Iaks (bovinos adaptados a altitude e usados como animais de carga)
O que estava em 4 lugar disparou e eu fiquei ha alguns metros do quinto. Nas descidas correndo ele abria e nas subidas caminhando eu grudava
No km 37 eu estava grudado no quinto mas passei a desejar que ele disparasse na minha frente, pois eu não queria mais nenhum tipo de competição, eu só queria acabar com aquela asfixia.
Resolvi segurar um pouco para perde-lo de vista (e também para justificar meu passo mais lento de pura exaustão).
Cheguei então com 6:16′ em 6 geral sendo 5 masculino. (até então, minha maratona mais lenta tinha sido exatamente a metade, 3:08)
A mulher foi a segunda geral.
Lembra do cara que no km 32 estava em quarto um pouquinho na minha frente… aquele do agasalho na cintura. pois ele chegou em primeiro.
Foi o único a baixar de 6 horas (na verdade ele conseguiu manter o ritmo a partir dos 32. E so ele conseguiu isso)
Dos 22 sherpas, ganhei apenas de 1, que passei no km 41 porque ele se contraia em câimbras. , o primeiro Sherpa fez em inimagináveis 3:47′.
Massssssssss eles não outra categoria. Será que são humanos?
O interessante foi o pós prova…
Sofri de ponta a ponta. Jurei que nunca, nunca mais repetiria essa loucura
Foi um sofrimento diferente de IM ou Comrades.
O único músculo que dói ‘e o bíceps, de tanto segurar o antebraço nas descidas picadas…
Mas o torax doi muito
Minha fisioterapeuta que deve estar feliz, pois devo esta com o tórax bem expandido depois desta insanidade.
Essa foi uma corrida muito diferente, pois não faltou perna, faltou pulmão.
Isso só pode ser insanidade.
Em janeiro abre as inscrições para o ano que vem e eu mal posso esperar para repetir…
Curiosidades fisiológicas
O quinto lugar, aquele que eu nunca alcancei, ‘e um garotao de 24 anos. Quando fui falar com ele para cumprimentá-lo, perguntei que esporte ele praticava; O que ele respondeu? Boxe. Ve se pode, perder para um boxer fã de MMA!!!
E o primeiro lugar ‘e um cara da minha altura (172), mas com uns 85 km e que correu com um agasalho amarrado na cintura. Como isso?
Dos 10 primeiro (entre os normais), 4 eram mulheres. O que prova que mais vale ter uma hemoglobina eficiente que uma hematocrito alto!
Fisiologia tem destas coisas…
Responsabilidade de um irresponsável
Acompanhem as palavras do Fernando Cini sobre sua volta as provas de Triathlon no IMB 70.3. Valeu garoto!
“Responsabilidade de ser irresponsável.
Quando em 2008 resolvi dar um tempo em provas de triatlo, o mais difícil foi escolher o quê preencheria o espaço.
Quando em 2011 tive coragem de assistir um IM, o mais fácil foi encarar que nada preenche um triatlo de longa distância.
Retornar com o único compromisso de curtir a prova foi legal.
Rir das trapalhadas na transição sem a cobrança pessoal de performance foi mais legal ainda.
Deu para sentir dor sem me arriscar sem amargurar plano C.
Bolhas no pé: Como evitá-las?
Essas dicas foram tiradas da revista Runner’s World de Março de 2011 – edição 29.
O primeiro passo para evitar bolhas é comprar tênis e meias próprias que tenham encaixe perfeito com o seu pé. Se o calçado ficar justo demais ou folgado (com o calcanhar deslizando dentro dele) aumenta o atrito e a possibilidade do aparecimento das bolhas. Jamais estreie um tênis novo em uma prova, vá amaciando-o no dia-a-dia e nos treinos, para então usá-lo em provas. A meia precisa estar do tamanho do pé, e que não seja “engolida” pelo tênis. As meias sem costura também são boas aliadas na prevenção de bolhas, já que possuem menos superfície suscetível ao atrito com o pé.
As bolhas também podem ser causadas pelo pé estar húmido (de suor ou molhado de água), causando o amolecimento da pele do pé e deixando-o mais sensível ao atrito. Por isso é importante procurar meias que absorvam o suor no sentido de ajudar a manter o pé seco. Evite também banhos muito quentes antes do treino, para que sua pele do pé não fique mole como quando há suor. Vale também aplicar vaselina nos locais mais expostos ao atrito com a meia ou tênis, para ajudar a diminuir a chance de se ter bolhas nos pés, principalmente durante um “longão”.
Quando as bolhas surgem no meio da corrida, dá de continuá-la se você estiver perto da linha final e a bolha for pequena. Já se a bolha surgir no começo da corrida, é melhor parar! Bolhas rompidas doem MUITO, e as bactérias podem entrar pela lesão. Se elas tiverem estourado, o melhor é parar, voltar pra casa, limpar com água ou antisséptico e fazer um curativo. Se a bolha estiver inteira, deixe-a assim. Se estiver grande e doída, basta furá-la com agulha esterilizada em dois lugares e deixar escorrer o líquido. É importante manter o locar sempre limpo e seco, livre de bactérias. Espere as bolhas se cicatrizarem para voltar aos treinos (cerca de uma semana).
Gustavo Pinto na Primeira Pós-graduação em Triathlon do país
Como alguns de vocês já devem ter sentido/visto, o nosso treinador Gustavo Pinto já está colocando em prática os conhecimentos adquiridos em sua nova empreitada – a Pós-graduação em Triathlon.
Gustavo Pinto, no intuito constante de manter-se atualizado para oferecer a seus alunos um trabalho de qualidade, participou no mês de Julho da primeira Pós Graduação em Triathlon do país. O curso está sendo oferecido pelo Instituto de Ciências em Saúde, localizado em São Paulo. No módulo 1, estiveram presentes os professores Tânia Rodrigues, lecionando Nutrição; Md. Fernando Carmelo Torres, lecionando Bioenergética; Ms. Dilmar Pinto Guedes, com a disciplina de Treinamento de Força e Fisiologia Neuromuscular; e Dr. Antônio Carlos Gomes e Dr. João Paulo Borin, ensinando sobre Treinamento Desportivo. Nos meses de Janeiro e Julho de 2012 o curso continuará, e trazendo mais novidades.
Palavras do treinador:
“É uma oportunidade única e ímpar de estar estudando o que há de mais moderno em treinamento de triathlon. Fazer parte da primeira turma é estar fazendo parte da nova história do triathlon brasileiro. O curso está muito bem elaborado e com professores de muita experiência e competência.” (Gustavo Pinto)
Relato de Robson Abdala na Maratona de San Francisco
Gustavo, como te falei acabei de fazer a maratona de San Francisco. Se não a mais bonita, seguramente uma das mais duras que tive a oportunidade de participar. Acho que o nome mais adequado para a prova seria o de “Montanha Russa de San Francisco”, tamanho o sobe e desce da prova. Como alguma das provas em lugares turísticos, o percurso é um verdadeiro city-tour pela cidade. A prova larga e chega na região do Embarcadeiro, passa pelo Pier 39, cruza a Golden Gate Bridge e passa dentro do Golden Gate Park por pelo menos uns 10 km. Passa também por alguma daquelas ladeiras que a gente vê nos filmes, que são muito bonitas, mas que confesso é melhor ver em filme do que ao vivo, correndo.
Fiz a prova dentro das minhas expectativas em 3hs e 32min. Considerando que depois do Iron tinha diminuído consideravelmente o volume de treino, resolvi fazer a prova despreocupado para ver o que ia dar. Confesso que tava com medo de quebrar já que a preparação foi bem meia-boca. No final acabei ficando contente com o resultado: 27 na categoria (total de 307) e 554 no geral (total de 5.920).
Uma particularidade da prova é que além de uma corrida de 5km, fazem junto também 2 meias, sendo que uma larga junto com a maratona e a outra mais ou menos a partir da metade dela. Desta forma acabam tendo um total de uns 30.000 corredores, o que faz da prova um evento bem bacana.
Abs,
Robson
Palestra com Agnaldo Schmitz no último Domingo (10/07)
No último final de semana o pessoal da GUSTAVO PINTO ASSESSORIA ESPORTIVA recebeu Agnaldo Schmitz para uma palestra sobre Mitos e Verdades sobre o uso de Suplementos Alimentares nos Esportes. Agnaldo é graduado em Educação Física pela UFSC, pós graduado em Fisiologia do Exercicio e em Musculação, ambos pela UVA, e campeão Sul Brasileiro de Fisiculturismo. Hoje, Agnaldo é dono da nossa loja parceira em vendas de suplementos alimentares POINT DA MAROMBA, situada na Trindade, Rua Madre Benvenuta, 264 (sala1) – ao lado do clube Paula Ramos, em frente ao Colégio da Polícia Militar. Mais informações podem ser conseguidas através dos seguintes meios: Fone: 33381154 / Site: www.pointdamaromba.com.br / E-mail: pointdamaromba@yahoo.com.br ou contato@pointdamaromba.com.br .
A palestra que Agnaldo ministrou explicou o que eram recursos ergogênicos e suplementos alimentares, entre eles BCAA, glutamina, creatina, whey protein, termogênicos, pré-hormônios, DHEA, androstenedione, e por fim, tribulus terrestris. Se você tem dúvida sobre esses tópicos ou ainda outros não explicados na palestra, vá até a loja e fale com um dos atendentes. Todos eles são bem informados sobre o assunto, além de serem formados em áreas afins, como Educação Física e Nutrição.
Só para lembrar, alunos da GUSTAVO PINTO ASSESSORIA ESPORTIVA têm descontos no POINT DA MAROMBA! Esses descontos vão de 5% a 15% dependendo da forma de pagamento. Lembrem também de pedir o cupom de compra de vocês e de trazê-lo para nós!
Grupo de Power Alongamento na Educa a Dor! Hoje 21h30!
Poucas são as pessoas que fazem regularmente os exercícios de alongamento. Para quem faz esporte, essa atividade torna-se ainda mais importante, já que melhora a performance do atleta e previne lesões. Pensando nisso, a GUSTAVO PINTO ASSESSORIA ESPORTIVA, em parceria com a clínica de tratamento da dor – EDUCA A DOR, criou o primeiro grupo de Power Alongamento. Esse grupo terá suas sessões nas Segundas e Quartas-feiras às 21h30. As sessões de Power Alongamento são de 1 hora e são conduzidas pela PhD Juliana Barcellos de Souza (fisioterapeuta, coautora e pesquisadora do Método Canadense de Escolas de Tratamento da Dor).
Em sua clínica, a EDUCA A DOR, ainda podemos desfrutar de sessões de fisioterapia, pilates, exercícios de reeducação postural e massagem, mas não sem antes passar por uma avaliação postural individual e bem detalhada. Nessa avaliação é onde ocorre a elaboração do plano de tratamento do paciente em conjunto com a equipe da PhD Juliana Barcellos de Souza. Alunos da GUSTAVO PINTO ASSESSORIA ESPORTIVA ainda podem se beneficiar com a avaliação individual do tipo de pisada, facilitando assim a compra do melhor tipo de tênis para a prática da corrida. Nessa avaliação do tipo de pisada ainda são fornecidas informações sobre a biomecânica da corrida e dicas de como melhorar sua performance de acordo com a sua pisada e postura.
Se você ainda não se convenceu de que alongar é importante, veja alguns dos benefícios que essa prática pode trazer à sua vida.
- Reduz as tensões musculares e induz o corpo ao relaxamento;
- Previne lesões (distensões musculares, entorses);
- Melhora a postura e o esquema corporal;
- Ativa a circulação;
- Reduz a ansiedade, estresse e a fadiga;
- Melhora a atenção;
- Previne dores;
- Auxiliam no desenvolvimento da consciência corporal, melhorando a postura;
- Reduzem as tensões articulares provocadas por músculos muito encurtados, que na maioria das vezes são responsáveis por problemas articulares (principalmente em idosos ou indivíduos que se viciam em posições erradas no dia-a-dia );
- Aumenta a eficiência mecânica porque permite a realização dos gestos desportivos em faixas aquém do limite máximo do movimento onde a resistência ao gesto é maior;
- Permite a realização de gestos e movimentos que sem esta seriam simplesmente impossíveis;
- Diminui os riscos de lesões e distensões, apesar de não confirmado experimentalmente, a prática nos tem demonstrado sua veracidade;
- Propicia condições para melhoria da agilidade, força e velocidade, reduzindo a deteorização física associada com a idade.
Se estiver curioso, passe na clínica para conhecê-la ou junte-se a nós e uma sessão de Power Alongamento. Se o horário não for propício para você, entre em contato conosco (comercial@gustavopinto.com.br) para formarmos um novo grupo de Power Alongamento em um horário diferente.
Clínica EDUCA A DOR
Rod. Deputado Antônio Edu Vieira, 58 – Pantanal
Juliana Barcellos de Souza – 9946 9700
http://www.educaador.com/p/site.html
Fonte dos benefícios do alongamento: http://nt-power.blogspot.com/2010/05/os-beneficios-do-alongamento.html
As 7 pragas do asfalto
A reportagem de Runners de Março de 2011 fala sobre a descrição das 7 lesões mais comuns nos corredores, e afirma que boa parte dos corredores convivem com dores ou algum tipo de desconforto – dores nos pés, tensão na musculatura, rangido no joelho. A dica para diminuir o risco de levar as dores “convivíveis” a uma séria lesão, é diminuir o volume e a intensidade dos treinos ao primeiro sinal de problemas, procurar um ortopedista ou fisioterapeuta, e desenvolver um programa de prevenção de lesão proativa e de longo prazo, como a musculação e alongamento.
Segundo a autora da reportagem, Christie Aschwanden, as principais dores sentidas pelos corredores são:
1. Síndrome femoropatelar: É uma irritação da cartilagem que envolve a porção anterior da patela (rótula).
2. Tendinite calcânea: É a inflamação do antigo tendão de Aquiles – hoje chamado de tendão calcâneo – que liga dois dos maiores músculos da panturrilha à parte posterior do calcanhar.
3. Posteriores da coxa: Os músculos posteriores da coxa flexionam os joelhos, alongam as pernas, impulsionam os corredores na subida e dão força na arrancada final. Quando estão muito tensos ou fracos, o desempenho cai.
4. Fascite plantar: São pequenas fissuras ou inflamação dos tendões e ligamentos que se estendem do calcanhar aos dedos dos pés. É a principal queixa de problemas relacionados aos pés entre os corredores.
5. Fratura por estresse: Ocorrem por estiramento cumulativo do osso. Os corredores costumam ter fratura da tíbia (canela), nos metatarsos (pés) ou calcâneo (calcanhar).
6. Síndrome da banda iliotibial: A banda iliotibial se insere na porção lateral da coxa e estende-se do quadril aos joelhos. Quando corremos, os joelhos se flexionam e se estendem; esse movimento pode provocar fricção entre a banda e o fêmur e causar irritação se o volume de treino for aumentado rapidamente.
7. Canelite: Muito comum em corredores jovens ou naqueles que voltam a correr após um período longo de inatividade. A canelite diz respeito à síndrome do estresse tibial medial, que é uma dor proveniente de pequenas fissuras nos músculos que envolvem a tíbia (osso da canela).
Na versão completa da reportagem há explicações sobre os fatores de risco, modificação do treino para não causar mais a dor, recuperação, dicas para evitar a recaída, e dicas dos tratamentos da elite.
Para ajudar na prevenção de lesões, a GUSTAVO PINTO ASSESSORIA ESPORTIVA e sua parceira EDUCA A DOR estão com grupos de Power Alongamento com duração de 1 hora. O intuito dessas aulas é criar consciência corporal e melhorar a amplitude dos movimentos para que nossos alunos aprendam a lidar com as dores comuns da corrida e com seu próprio corpo de maneira consciente.
A EDUCA A DOR também faz avaliação postural e do tipo de pisada, importante para a escolha do tênis certo para a sua corrida. Mais informações sobre a clínica e o trabalho desses profissionais no site www.educaador.com.
Influência de outros esportes na corrida
Saiu na revista Runner’s de Abril de 2011 uma reportagem bacana sobre a boa influência de outros esportes no mundo da corrida. O autor, Bob Cooper, afirma que se você só corre, está perdendo a oportunidade de desenvolver todos os músculos do corpo e também a amplitude de seus movimentos. Por isso, uma combinação de exercícios que exijam resistência, velocidade e força podem ajudar você a melhorar na performance da sua corrida. Segue alguns exercícios e benefícios que você pode passar a utilizar para melhorar seu pace.
Boxe: Pular corda
Pular corda é uma atividade muito utilizada pelos lutadores de boxe, pois precisam ter os pés rápido. Essa atividade contribui também para a leveza dos pés. Quando feito com velocidade, a atividade pode ajudar a aumentar a frequência das pisadas, injetar maior resistência muscular, condicionamento físico e vigor – de acordo com Enamait (citado na reportagem).
Cilcismo: treino intervalado de alta frequência
Os ciclistas utilizam-se do treino intervalado de alta frequência para melhorar o condicionamento cardiovascular. Para os corredores essa prática ajudará no mesmo sentido, além de reforçar a cadência das pernas sem sofrer impacto nas articulações.
Dica: É uma boa fazer cross training uma vez por semana porque fortalece o tendão de aquiles e músculos flexores, os quais tendem a sofrer lesões.
Golfe: Fortaleça o core
Jogadores de golfe precisam ter glúteos, quadris, abdomen e parte inferior das costas fortes para a prática do esporte. Para tanto, os seguinte exercícios são recomendados: Cão de caça (apoiado sobre as mãos e joelhos, com o braço direito para a frente e a perna esquerda para trás – paralelos ao chão), Torção russa (deitado de costas no chão, erguendo o tronco a 45 graus do chão com uma bola de fisioterapia – toça o tronco para a esquerda e depois para a direita completando a repetição) e Levantamento com pernas estendidas (em pé com as mãos nos quadris, equilibrando-se na perna esquerda, incline-se para frente e erga a perna direita para trás, mantendo-a esticada).
Natação: “Corrida de braço”
Fortalecer a parte superior do corpo, especialmente do tronco, irá ajudá-lo a não perder a postura durante os treinos ou provas, até mesmo quando estiver cansado.
Praticar outras modalidades pode tornar você um corredor melhor.
Na reportagem há mais dicas sobre os exercícios e fotos para uma melhor compreensão.
Abraço
17’20″
Foi mais difícil que supuz. E isso só deu emoção.
Primeiro que a viajem me tirou pedaço. Então corri domingo, sorte que a corrida foi adiada para terça. Segunda descancei, fiz alongamentos e abdominal. Além de comer muito.
Tinha umas 50 pessoas. Ninguem me intimidou. Na largada um autraliano ficou grudado (quando estava na fila ele veio puxar papo comigo perguntando se eu fazia triatlon). Então com 200 metros e vendo que ele vinha bem e estávamos num ritmo forte, resolvi inverter as posições. Deixei ele passar e fiquei no pé. Se ele abrisse eu não teria como reagir. Se ele mantivesse o rítmo eu o estudaria.
Com 1,5km ele começou a aliviar o ritmo. Eu não o passei. Aliviei também e olhei se vinha alguem atrás. Havia um americando a 50 metros. Com 2km o cara aliviou mais. Olhei para trás e o Americano se aproximava. Vi que o Australiano ja era. Fiquei na dúvida se assumia a ponta ou esperava o Americano chegar bufando aí aceleraria, ou veria outra estratégia. Bom, decidi acelerar e assumi a ponta (no km 2). No retorno vi que abria do Australiano e que o Americano o pegava. Não era possível acelerar, então mantive o ritmo. No 3km 3,5 eles corriam lado a lado (a prova era cheia de esquinas, então deu para dar aquela olhadinha multiplas vezes sem assumir que estava preocupado). Nessa hora eu decidi dar todo o meu gás, pois se eles acelerassem, poderiam pensar em me pegar. Se vissem que a briga teria que ser entre eles, assim que o primeiro deles desistisse, não tentaria me atacar. E foi o que aconteceu. No 4km 4 o Americano assumiu o segundo lugar, o Australiano relaxou, então o Americano também relaxou. E eu, que a essa altura até poderia relaxar… não o fiz. Fechei com 17’20” (1/2 com 8’40 = reloginho!!!!!) Americano 17’40” Australiano 17’50”.
Ppode ter sido uma corrida de pangarés. Posso não ter baixado de 17′, posso se quer não ter feito meu record (17’09” em 2004), mas venci minha primeira corrida. E INTERNACIONAL!!!! Aos 36 anos.
Fernando Cini







